Nasceu num casebre em Braunschweig. Seu pai, Gerhard Diederich, era jardineiro e pedreiro. Severo e brutal, tudo fez para impedir que seu filho desenvolvesse seu grande potencial. Foi salvo por sua mãe Dorothea e seu tio Friederich que percebeu da inteligência de seu sobrinho.Tinha memória fotográfica, tendo retido as impressões da infância e da meninice nítidas até a sua morte. Ressentia-se de que seu tio Friederich, um gênio, perdera-se pela morte prematura. Aos dois anos impressionava a todos que acompanharam o seu desenvolvimento. Antes dos três anos corrigiu uma longa soma que seu pai fazia, ao seu lado, em voz alta, do pagamento aos trabalhadores sob sua responsabilidade. Gerhard ouviu surpreso o menino dizer: “Pai, a conta está errada, deveria ser…..” Repetindo a conta viu que o menino estava certo.
Antes disto ele já aprendera a ler e a somar sozinho. Aos sete anos entrou para a escola. Segundo uma história famosa, seu diretor, Butner, pediu que os alunos somassem os números inteiros de um a cem. Mal havia enunciado o problema e o jovem Gauss colocou sua lousa sobre a mesa, dizendo: ligget se! Sua resposta, 5050, foi encontrada através do raciocínio que demonstra a fórmula da soma de uma progressão aritmética. Alguns autores argumentam que o problema seria de ordem bastante mais complexa, sugerindo que poderia ser uma soma de uma progressão aritmética como 81097 + 81395 + 81693 + ….. + 110897.
Butner ficou tão atônito com a proeza de um menino de dez anos que pagou do próprio bolso livros de aritmética para ele, que os absorvia instantaneamente. Reconhecendo que fora ultrapassado pelo aluno, passou o ensino para seu jovem assistente,Johann Martin Bartels (1769-1856), apaixonado pela matemática. Entre Bartels, com dezessete anos, e o aluno de dez nasceu uma boa amizade que durou toda a vida. Eles estudavam juntos, ajudando-se um ao outro em suas dificuldades.
Gauss Doutourou-se em 1978, na Universidade de Helmstãdt e sua tese foi a demonstração do “Teorema fundamental da Álgebra”, provando que toda equação polinomial f(x)=0 tem pelo menos uma raiz real ou imaginária e para isso baseou-se em considerações geométricas.
O encontro de Gauss com o teorema binômio inspirou-o para alguns de seus maiores trabalhos, se tornando Gauss, o primeiro “rigorista”. Insatisfeito com o que ele e Bartels encontravam em seus livros, Gauss foi além, e iniciou a análise matemática.
Nenhum matemático anterior tinha a menor concepção do que é agora aceitável como prova, envolvendo o processo infinito. Ele foi o primeiro a ver que, a “prova” que pode levar a absurdos como “menos 1 é igual ao infinito”, não é prova nenhuma. Mesmo que, em alguns casos, uma fórmula dê resultados consistentes, ela não tem lugar na matemática, até que a precisa condição sob a qual ela continuará a se submeter, tenha sido determinada consistentemente. O rigor imposto por Gauss à análise matemática a tornou totalmente diferente e superou toda a análise matemática feita por seus antecessores.
Considerado o Príncipe da Matemática, teve seu QI foi estimado em cerca de 240.
Bibliografia:
-
“Disquisitiones Arithmeticaé’ (Pesquisas Aritméticas) é o principal responsável pelo desenvolvimento e notações da Teoria dos Números, nele apresentando a notação b=c (mod a), para relação de congruência, que é uma relação de equivalência. Ainda nesta obra Gauss apresenta a lei da reciprocidade quadrática classificada por ele como a “jóia da aritmética” e demonstrando o teorema segundo o qual todo inteiro positivo pode ser representado de uma só maneira como produto de primos.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Friedrich_Gauss
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/gauss/gauss.htm
http://www.fem.unicamp.br/~em313/paginas/person/gauss.htm
http://paginas.terra.com.br/educacao/calculu/Historia/gauss.htm